Há alguns anos atrás, ainda em pequenina, criei um amigo imaginário, mas nunca ninguém soube disso.
Durante o dia, diminuía até caber na minha mente para me ajudar sem darem conta. À noite aumentava na forma humana para que eu o visse fusco e transparente como ele era. Acariciava-me a cara, adorava-me e acalmava-me. A minha auto-estima chegou a aumentar e as respostas dele ajudavam-me imenso.
Fui crescendo, fui-me cansando e esquecendo. Fui-me sentindo incompleta e, agora que penso nele, sinto-me só.
Não o consigo encontrar em lado algum. Dentro do armário, debaixo da cama... Nada!
Na minha cabeça gritei: É Passado! E assim prolonga nos meus pensamentos, em eco...
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