É tarde, não consigo adormecer. Rebolo-me debaixo do lençol e penso em mil e uma coisas.
No meu subconsciente passam imagens e pensamentos que no meu consciente são absurdos.
Está tudo escuro e as poucas coisas que mal vejo, modificam-se. As que toco, aumentam; as que estão perto, aproximam-se e, as que estão longe, afastam-se. Sinto-me leve que nem uma pena, de tão vazia que estou, e, ao mesmo tempo, a afogar-me num mar espesso e desconfortável.
Começo a assustar-me e adopto a táctica de uma amiga, apertar as mãos e fechar os olhos com força. Começa a resultar. Abro os olhos e tenho medo da realidade. Os olhos não param de piscar e as mãos não se abrem.
Sinto-me tonta. Volto a fechar os olhos e espero voltar a abri-los de manhã...
és tu que te sentes leve que nem uma pena e eu pesada com um coração de pedra.
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