03 dezembro 2012

Sonhei que acreditava no amor. Um amor nada intenso, nem apaixonado. Nada forçado. Nada romântico. Nada histérico. Um amor que retirava o peso do ar que respiro e me fazia sorrir calmamente. Um amor que, em vez de me acelerar a pulsação, acalmava-a. Um amor prático e lógico, sem falha alguma de fundamento quanto à sua existência. Um amor pouco perceptível, mas real, mútuo e impossível de trair. Sem condições nem restrições, livre (dentro do conceito de amor). Um amor que não cansava. Sem o qual eu conseguia viver, mas que deixasse a pequena saudade. Um amor orgulhoso, mas não autoritário. Sem muitas responsabilidades, exigências ou retribuições. Um amor constante, fácil e simples.
Sonhei que acreditava num amor.

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