22 outubro 2009

Viva?

Eu estava lá, mas não parecia.
Sem ainda não ter jantado, sentei-me à secretária a acabar um trabalho para Desenho A. Da janela ouvia a chuvada e a ventania lá fora. Os meus olhos estavam secos, portanto, não os conseguia abrir bem. Os meus braços estavam moles de tanto cansaço ou lá o que era. As costas doiam-me de estar muito tempo com elas tortas.
Vou fechar os olhos por um bocado, pensei e assim o fiz.
Minutos depois, a minha mãe acorda-me assustada.
- Bateste com a cabeça! Estás bem?
- Estou! - disse, um bocado tonta. Depois apercebi-me que tinha adormecido e descaído a cabeça até bater na mesa.
Fui jantar...
Hoje, depois das aulas, caminhei um bocado até a casa de uma amiga. Sentindo uma sensação agradável, comecei a cambalear no meio da rua. Havia um vento fresquinho que, mesmo à sombra, mesmo ao sol, com casaco vestido, me fazia sentir confortável.
«Sinto-me desconfortável, portanto, estou vivo», lembrei-me das palavras de um filósofo. Mas, naquele momento, eu sentia-me completamente ao contrário. Mesmo com a caminhada rápida, não sentia dores nas pernas, ou mesmo as próprias pernas.
Estarei morta?, pois era bem assim que eu me sentia, mas acabei por saber que não quando ouvi a voz da minha amiga.

1 comentário:

  1. ai de ti que morras ou te sintas como tal. se for preciso, ouves a minha voz muitas, mesmo muitas, mais vezes.

    ResponderEliminar