Estou no meu quarto... Por momentos, admito que a pessoa que mais admiro é o meu irmão. Algumas notas são tocadas numa bela música desconhecida.
- Achas alguma coisa de errado na música? - oiço da porta do meu quarto.
- Nem a conheço!
- Acabei de inventar! Mas acho que alguns acordes não encaixam!
Encolho os ombros.
Ele volta para o piano. E toca novamente os acordes guardados na sua memória. Senti-me invadida por um certo ódio por não ter aquela coragem... por não tentar... por ter medo. De repente, deu-me uma enorme vontade de cantar, lembrando-me das palavras da minha stôra de canto.
Decidi tentar. Pode não dar em nada! Mas já é o início de um dos meus sonhos que pode também não ter desenvolvimento.
Pelo menos sei que tentei!
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