08 novembro 2014
Descaracterizada
Mais e mais me sinto sem paixão, sem talento. Talvez seja uma daquelas pessoas destinadas a ser Drs. e a estudar durante anos para fazer algo da vida. Serei eu antes um esforço de talento? Já não sei. Já não sei se me iludo ou desiludo, seja com a verdade ou a imaginação, pois nem sei o que é um ou outro. Já nem o conto a ninguém, mas sinto que se escapa parte de mim a cada silêncio que se faz. Sinto-me sem voz, portanto sem vida. É como se talento tivesse sido imaginação e fosse apenas um resultado a alcançar, sem sucesso até agora. Enquanto posso sonhar, agarro palavras de outros, e sonhos, e vidas, e guardo-os para um dia mais tarde, quando nada tiver acontecido poder acreditar ter acontecido da maneira que queria.
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