Chove.
Dá-me boleia no teu carro. Leva-me pela autoestrada fora. Conduz, enquanto olho pela janela fora. A chuva que cai mas não me toca. Escorre em frente aos meus olhos. Liga o rádio. Vai-me espreitando pelo canto do olho, mas não me fales. Deixa-me chover.
Ainda chove. Mas hoje deixa-me em casa. Deixa-me ao pé da janela a cantar e a contemplar aquelas vidas lá fora.
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