11 setembro 2012

"Silêncio", de Susan Cain

Ao ler este livro, apercebi-me de certas coisas na minha vida social.
Até hoje, sempre ouvi e tentei perceber e aplicar os concelhos que os meus "amigos" me dizem. "Atitude, rapariga, fala mais alto!" "O ser humano foi criado para ter uma vida social, por isso não podes ficar presa em casa!" Soavam quase como palavras sábias na altura, mas, ainda assim, não faziam sentido para a minha pessoa.
Há vários tipos de pessoas e as mais solitárias não são, obrigatoriamente, as mais tristes.
Não aprecio sair todos dias, ou quase todos, com o mesmo grande grupo, por várias razões. Sei que me colo sempre a algum desgraçado, com quem estou mais habituada a conviver. E, quando deixo essa pessoa não se limitar a mim (como eu a ela/ele), fico sozinha. Sei que ninguém me dará ouvidos, seja quando for. Seja quando tentar intervir nalguma conversa. Seja quando me perguntarem algo directamente.
Tenho uma voz baixa, é verdade, e às vezes posso tentar falar mais alto, mas por minha própria vontade. Quer dizer, somos como somos, mas também somos moldáveis para não serem sempre os outros a adaptar-se a nós. Porém, se alguém, um "amigo", me perguntar algo e quiser saber a minha opinião quanto a isso, ou quiser saber algo sobre mim, randomly, tem de fazer um esforço e prestar-me a devida atenção. Isto pode soar um pouco exagerado, mas é também assim que defino "os verdadeiros", os que querem saber de mim.
Outra maneira é ver quem tem em conta que não gosto dessas saídas em grande - em todos os sentidos - e se lembra de me convidar, de vez em quando, para uma saída a sós ou com mais uma pessoa só. Aí, eu também tenho de "avaliar" a outra pessoa e decidir se vou ou não, pois tenho confirmado que, às vezes, mesmo nessas saídas mais curtas, me põem de parte. Mas, na maior parte das vezes, prefiro sair com uma pessoa só.
Nos dias em que decidem sair todos juntos, eu prefiro ficar em casa. Cá me desenrasco. Já estou acostumada a ter o que fazer em casa sozinha. Eu vivo assim desde sempre. Literalmente.
Quem me dera conseguir dizer isto ao "meu" grupo e que eles também entendessem. Não há nada de errado comigo, como me fizeram acreditar.

1 comentário:

  1. fizeram-te acreditar nisso? ai ai...
    descansa que eu e a tixa já andamos a combinar coisinhas ou a ver de furos para nos encontrarmos contigo!
    e se mesmo assim ainda preferires saídas só com uma pessoa, rapariga: estarei muito mais perto agora :)

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