Podes não perceber, até porque não te disse... Não sou muito pessoa de falar sobre estas coisas.
Enfim, sempre te quis dizer: preciso de ti. Às vezes grito-o cá dentro, sem sequer dar conta, mas se eu reparasse nisso, quando me dizes "não me apetece, vamos antes a tal sítio, ele está lá com não sei quem", eu gritava-o a ti: preciso de ti! Ele não é o único! Preciso que andes comigo de um lado para o outro. Preciso que venhas comigo à faculdade para onde quero ir, saber dos testes que devo fazer. Preciso que venhas comigo às compras. Para andar sozinha, podia ter ficado do outro lado do rio. Andar com a minha mãe, já não posso, lembras-te? Não anda muito bem. Andar com o meu irmão? Nem pensar! Para apanhar uma seca bastava-me andar sozinha. Para além do mais, ele anda na faculdade e trabalha, tem lá tempo para as minhas faltas de companhia! E estou farta de adiar as minhas saídas para mais tarde, quando já não há nada do que andava à procura. Preciso que estejas disponível para mim.
E quando me dizes "o que seria de ti sem mim" ou "depois não digas que não faço nada por ti", gostava de ter coragem de te dizer as imensas coisas nas quais falhaste. Mas, sabes como é, não sou muito pessoa de falar sobre estas coisas. Tens sorte!
De certa forma, fazes-me lembrar as outras duas pessoas que, em tempos, já foram grandes amigas minhas e que, por acaso, também adoravam gatos. E, tal como aconteceu com elas, um dia, quando estiveres farta de mim e te chateares comigo, vamos deixar de nos falar. E, ainda assim, não saberás no que falhaste, pois nunca to direi.
mas devias dizer e deverias ter dito a quem ficou por dizer.
ResponderEliminaràs vezes nós, pessoas, precisamos que nos abram os olhos, que nos alertem.