04 fevereiro 2011

No inconsciente

- Já vou chegar atrasada.
- Para variar - diz com um sorriso na cara. Abraça-me com aqueles braços pesados que não me deixavam ir e eu volto a adormecer (...)
- Que horas são?
- Já perdeste a primeira aula! E desta maneira também vais faltar à segunda! - aquele sorriso estava cada vez mais matreiro. Abraça-me com mais força, como que para me fazer sentir segura e quente e nunca partir dali - Mas fica... Aqui no quentinho está-se bem melhor que lá fora! E, lá fora, quem te poderá ajudar? Sou a única que te pode consolar agora e sempre! Fica e sentir-te-ás como nunca. Eu sei como nunca te sentiste... só eu sei! Afinal, eu faço parte de ti! Portanto, não vás! Não podes ir, eu não deixo!...
- Pois! Como não me deixas fazer outras coisas, não é?! Vens com essas conversinhas mansas para me agradar e fazeres-me pensar que ninguém precisa de mim, que ninguém quer saber de mim, que só tu me compreendes, que eu só estou bem aqui, para o mal vencer uma vez mais! Mas não, não desta vez!
E foi assim que "derrotei" a Preguiça.

1 comentário: