Vi um rato na rua, quando regressava da escola. Como a qualquer animal, afeiçoei-me logo a ele. Tão pequeno, peludo e assustado. Tão querido. Tão vivo. Mas só até ali. Fui a casa e quando voltava para a escola encontrei-o outra vez. Encostado ao passeio. Se não fosse a minha vizinha a assustar-se com ele, lá ia eu esquecida daquela ex-existência tão adorável. O coração dele, que antes devia bater a "mil por segundo", devia estar parado ou, se não, ainda estava a abrandar. Os seus olhos, que antes brilhavam abertos, estavam ensanguentados e fechados. E uma vida ali acabou. Sim, era uma animal que vivia nos esgotos e comia coisas podres... Mas tinha uma vida e merecia vivê-la. Tal como nós.
Eu, que ainda me mexo, já passei por ele imensas vezes, no mesmo sítio. No entanto, eu ainda o vejo, mas ele já não mais me vê.
:s embora o assunto tratado não seja "o melhor", gostei do texto.
ResponderEliminare de nada quanto ao honrada xD