As minhas notas desceram, desde o ano passado para este. Cada vez mais parece que, mesmo não me dedicando muito aos estudos, canso-me mais e mais depressa. Ou mesmo estudando mais do que o normal, tudo o que sei (ou penso saber) não é suficiente para tirar uma boa nota.
Nas aulas de matemática tudo parece ser tão lógico e fácil que nos testes até duvido do que faço e, no fim, cometo os erros mais graves nas coisas mais básicas. Para filosofia eu estudo o que é isto ou aquilo (o que está no caderno, pois não gosto de ler os livros onde têm tudo muito desenvolvido e, muitas vezes, com coisas desnecessárias que só atrapalham mais o meu estudo), mas no teste - do qual não fazia ideia nenhuma de como iria ser - fazem perguntas de tanto desenvolvimento que me atrapalhava no meio de tanta explicação. Desenhar já é algo tão obrigatório que inspiração ou vontade já não há nenhuma como havia antes. Já nem dá prazer como dantes. Nas aulas de português parece que já ouvi o Sermão de Santo António aos Peixes várias vezes. Parece até que fui eu quem escreveu aquilo e presenciou aquela maldade do homem. Mas depois, no teste, parece que tenho medo de desenvolver uma resposta. Como se o que estivesse a escrever bastasse e fosse bastante esclarecedor de que sabia a história de trás para a frente. Ou como se o tempo passasse tão depressa que nem te apercebes que fizeste nada de jeito até tão longe.
Cada vez há mais pressão, mais dificuldades, mais responsabilidades. Agora creio que nem os milagres dos comprimidos para a cérebro resultam em mim.
Sem comentários:
Enviar um comentário