16 novembro 2010

Sonho quase real

Tudo parecia estar mais lento que o habitual. Virei a cabeça e ele, reparando que o observava, olhou-me também. Esbocei-lhe um sorriso. Tão pequeno e forçado que desapareceu num instante. Devolveu-me outro sorriso. Largo, quente, real. Mas deixei de olhar durante um bocado. Distraí-me. E quando virei a cabeça outra vez, já lá não estava. Nem sequer nos falámos. Procurei. Não encontrei. Continuei a procurar. No fim, sem sucesso. E, finalmente, tudo esfumou. E o que encontrei foram lençóis, estores fechados.
Mais um dia.

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