08 outubro 2010

Adoro

Na rua o cabelo voava, tal como as aves apesar do tempo. Dentro de casa via-se a chuva a cair lá fora e os trovões tão brilhantes a descer daquele céu de cor seca.
Saí de casa pela terceira vez neste dia... Eram quase seis horas... Já fazia frio e o céu escurecia tão depressa! As luzes alaranjadas dos candeeiros da rua, escondidos pelas ramagens das árvores, não iluminavam bem o caminho dos peões em frente à escola.
Mas nem esta maravilha impediu que a sua presença, quando cheguei a casa, me incomodasse. Preferi fechar-me no quarto a ouvir música, fingindo não estar ninguém em casa. E, sim, foi o melhor que fiz.

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