17 junho 2010

Vontade

Comecei a andar e não queria parar. Queria caminhar sem destino até me perder e nunca ser encontrada. Comecei a desenhar e não queria parar. Queria desenhar até me doerem as mãos e ate a vista não poder mais. Comecei a cantar e não queria parar. Queria perder a voz para não voltar a ter esta vontade de cantar sem me ser permitido outra vez. Fechei os olhos e não queria voltar a abri-los. Mas abri.

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