04 maio 2010

Finalmente

A caminho da explicação, a minha caminhada rápida (embora mais lenta que o normal) acompanhava a batida da música que ouvia através dos phones nos ouvidos. Era uma sensação tão reconfortante e satisfatória. Quase senti que cada passo que eu dava me fazia deslocar para o paraíso. Depois, ao voltar para casa, ao fim da tarde, já sem música nos ouvidos, o tempo estava morno e a brisa fresca batia-me nos braços destapados. O pôr-do-sol alaranjava as cores da rua. Aí, até o cheiro do cigarro parecia agradável. Já em casa, ao ouvir as músicas do último álbum que apresentaram no concerto há quase um mês atrás, consegui lembrar-me de tudo o que acontecia. O preciso momento em que começávamos a saltar ou a gritar; ou quando as luzes do palco permitiam ver o monte de cabeças e braços no ar das pessoas que se encontravam na plateia; quando, no palco, se reuniam em grupo; ou quando era cada um por si e um começava a saltar, ou a correr de um lado para o outro; quando olhavam para o público a delirar completamente; quando nos aplaudiram... Na minha cabeça passavam imagens daquele momento em que me senti, finalmente, importante. E, hoje, quase me senti assim, outra vez.

1 comentário:

  1. íris, tu és importante, com ou sem tokio hotel.

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