24 janeiro 2010

Sentada no sofá que está virado para a janela, na sala da minha avó, observei o sol a pôr-se desde as 16h até às 18h30. Cada vez que se baixava, mais desaparecia atrás dos prédios aumentando o comprimento e a largura de uma linha amarelada que os delineava. Tudo ficava mais escuro lá fora e, por fim, os habitantes de suas casas tendiam a acender as luzes. E o que se via mais eram as luzes; das janelas, dos candeeiros de rua, dos carros que passavam iluminando as teias nos cantos do tecto. Pensei que ia dormir, portanto não me levantei para iluminar a casa.
"Nunca mais chega!" resmunguei num murmúrio inaudível.
E o cão... Estava mais parado que nunca. Deitado nos meus pés, já não os aquecia muito. Dei-lhe uma festa na cabeça para o animar, mas nem a cauda mexeu. Tirei os pés de baixo dele, mas ele nada. E as lágrimas conteram-se e assim fiquei .
Adeus!

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